segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

primeiro bazar

Passaram bem o natal?
O nosso foi tudo de bom, mas vamos ao que interessa: bazar

A idéia de montar um bazar surgiu durante um almoço de final de semana, daqueles na casa da avó, mais ou menos 6 meses antes.
Tivemos tempo para planejar as coisas, mas como todo bom brasileiro, muita coisa ficou para última hora.

Por ser o primeiro bazar, e niguém experiente no assunto, procuramos investir mais nos produtos.
O local do bazar, salão de barbearia do meu pai, tinha sido escolhido já no tal almoço. Para evitar gastos com aluguel.
O salão que funciona neste lugar desde meados de 1965, que é assim:


Ficou assim:





Até algumas pessoas vieram perguntar se haviam mudado de ramo comercial.
Para que el ficasse assim, tínhamos uma mesa grande da Kátia, alugamos mais algumas. No fundo, o pano de chita deu outro ar, me deixando mais entusiasmada.

Agora sabemos o que atrai mais as pessoas, e qual é o público da região.
A variedade de produtos, também acho importante, mesmo não comprando, todo mundo gosta de ver coisas bonitas e diversificadas. Alguns exemplos:

marcador de páginas e cartões lindos de quiling


caixinhas de MDF que além de servirem de embrulho de outros presentes também viram presente.....



moedeiras, grampinhos para cabelo, agulheiro de bolsa, cofres e porta trecos de cerâmica....



latinhas porta treco, porta canetas, porta chaves, quadrinhos, porta jóias, toalha de rosto, pano de prato......



bijus de papel, biscuit e polymer clay, chaveirinhos , puxa saco, bolsas, lixeirinhas de carro, tiaras.....



aqui duas das artesãs, Kátia e Liliane....



últimos detalhes....



faltou a pose da Nira, Edinice, Caru.....
dos guardas (maridos) que nos deram segurança e apoio moral (financeiro tbém :P )......

Por ser de bairro, veio gente que foi cupido de tia tal com tio tal que hoje são avós...
Minha amiguinha Adriana de infância veio com a mãe dela. A Emília com a família, (a última vez que a vi, ela estava grávida da primeira filha) e a Lígia que veio de Barueri. Fiquei muito, muito feliz.

Não arrebentou a boca do balão por falta de divulgação.
Mesmo assim valeu! Obrigada!

Agradeço a todos que vieram dar uma espiadinha. Desejo a todos um ótimo 2010!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

BAZAR

Se você recebeu o panfleto e veio dar uma olhada neste blog, eu agradeço desde já!
Se não foi por causa do panfleto, não vai embora! tem uma historinha bonitinha para você ler aqui em baixo.
No bazar, estarão os trabalhos das seguintes artesãs: Kátia Valente, Liliane Esteves, Edinice e Irani Esteves, Carolina Fonseca e meus trabalhinhos também!
Se der uma olhadinha nos posts anteriores, tem algumas fotinhos de apenas algumas coisinhas do que terá no bazar. Se preferir só ver as fotinhos, pode ver no Picasa clicando aqui!
Além dos presentinhos originais que encontrará lá, Kátia disse que vai preparar biscoitinhos de Natal! Ai que delícia! Pena que não tem fotinhos para deixar vocês com água na boca!



Está uma correria gostosa.
Muito tempo sem trabalhar fora, essa correria do bazar resgatou o pique que tinha quando trabalhei no Japão.
É um bazar de bairro. Para ter uma idéia a divulgação além do orkut, foi panfletagem pela redondeza de onde acontecerá o bazar.
E com essa panfletagem, recebi um e-mail muito legal!
De uma amiguinha da escolinha de japonês que frenquentei quando ainda não tinha 10 anos (isso quer dizer + de 25 anos passados)! Naquela época, a paixão pelo Japão já tinha florido e lá foi a Karen tentar aprender japonês.
Eu voltava das aulinhas com uma menina chamada Adriana, que ainda mora na região, recebeu o panfleto e arriscou a mensagem mesmo sem ter certeza de que eu sou a mesma pessoa que ela pensou ser.
Minha mãe é japonesa, mas eu não a puxei em quase nada! Tinha muita vontade de parecer mais japa, mas isso era missão impossível. Então, eu me sentia realizada em ter uma amiguinha japonesa.
Saí da escolinha sem saber quase nada da língua japonesa, mas tenho lembranças boas como esta!
Agora estou tentando lembrar de mais coisas e sentimentos de quando ainda não tinha 10 anos! Você se lembra da sua infância? Ainda tem contato com as amiguinhas daquela época?

Amei! Sem sombra de dúvida, o bazar já valeu a pena.

Já é tarde, mas ainda tenho mais coisinha para preparar!
Espero vocês lá!

beijos

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

para por moedas......

Fiquei na dúvida.
Ainda se chama porta níquel?
ou porta moedas?
ou moedeira?
Namorido bom de português ficará bravinho em saber que eu não sei o nome disto:



Foi gostoso fazer um pouco de crochet também. Claro que não chega aos pés de algumas blogueiras como Tricô da Zeze ou da Kety e de muitas outras, mas foram feitos com muito carinho, até minha mãe deu uma mãozinha na hora de colocar o zíper.
Na verdade minha mãe também faz crochê e tricô, a Airy tem várias coisas feitas por ela! Semana passada eu ganhei uma blusinha linda, outro dia posto sobre isso.

Os sapinhos são de biscuit, para quem não for com a cara deles ou não gostar do barulhinho dos gizos, são facilmente removíveis.

Alto e claro!
AS CORES NÃO FORAM ESCOLHIDAS INTENCIONALMENTE!!!!
vermelho e preto...
talvez você se lembrará do hexacampeão deste 2009: Flamengo....
Parabéns, mas,
Flamengo que me perdoe, o berço fala mais alto e sinto muito pelo São Paulo não ter ganhado....
Além do berço (pai e irmão), namorido também é S.Paulino.

Não sou nenhuma fãzona de futebol, mas numa final de campeonato como deste ano é impossível não acompanhar. Por exemplo, dias de jogo, onde as pessoas próximas só falam disso, não tem como deixar para lá.
Como não entendo nada de futebol, curto caladinha sem comentários. Às vezes, solto algumas perguntinhas que irritam os telespectadores daqui de casa como: pq impedido? pq falta?
Até minha mãe entende de futebol, espero que ela ensine o que eu não sei e o que os homens não tem paciência de ensinar para minha filha; não quero que ela seja uma ignorante no assunto como eu.

Alguém assistiu 1 contra 100 do Justus esta semana?
o 1 era Corinthiano e os 100 torcedores de outros vários times.
Assisti uma parte e confesso que me diverti. Não houve xingos, violência e nem baixaria, mas muita torcida e vaiação.

Tive um professor de geografia que perguntou quem era Conrinthiano assim que ele entrou na classe no seu primeiro dia de aula. O professor parecia um japonês militar que ainda estava na gerra. Eu pelo menos morria de medo dele.
Ele guardava na memória quem eram os corinthianos, e quando eram chamados na lousa para um teste surpresa e erravam todos ouviam a frase que os perseguiu o ano todo. O velho professor autoritário japonês dizia: -Você errou pq é Corinthiano!
Hoje, sei que ele só zombava e nunca bombou alguém pelo time que torcia, mas na época dei graças a Deus por não ser corinthiana.

Vou parando por aqui antes que alguém fique com raiva de mim.....

beijos

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Florinda Cheia de Amor

Em meio a esse movimento ecológico, que graças a Deus, muitos estão aderindo, ganhei de brinde esta sacola de algodão cru em uma feira de imóveis. Adorei!
Esqueci dos imóveis e voltei para casa pensando em como a customizaria e ficou assim.



Ótima para carregar pastinhas e folhas tamanho A4 (office), pensei, mas ela está servido para além de pequenas compras como padaria, bazar e mercadinho. Também tem ajudado a carregar o lanchinho da filhota para alguns passeios. Até minha mãe, que prefere uma bolsa pretinha básica arrisca sair com a Florinda Cheia de Amor.

Tenho procurado evitar as sacolinhas plásticas dos mercados, mas as vezes também peco, esqueço as ecobags ou vou crente que encontrarei caixas de papelão e quando passo pelo caixa ainda não estão disponíveis ou já foram usadas. Mas tenho tentado, e quero acreditar que tem feito a diferença para não desanimar.
Uma dica para não esquecer é deixar nossas ecobag em lugar visível na cozinha, pelo menos eu tenho o costume de parar no meio da cozinha e pensar no que tenho que comprar e é nesta hora que a danada da Florinda Cheia de Amor e suas amigas olham para mim.
Tenho que deixar algumas no carro também, e acho que não poderei esperar até uma próxima feira, ainda mais postando aqui, se eu estiver com uma sacolinha de mercado e encontrar alguém que leu este post, morrerei de vergonha, além de bancar a mentirosa.

No Japão, para não acumular muito lixo em casa, pois tudo devia ser separado e dependendo do lixo só era recolhido 1 ou 2 vezes no mês (pilhas - 1 vez ao ano), eu levava ao supermercados quando ia fazer compras. Lixos como pratinhos de isopor, caixinhas longa vida (tetra pak), latas, garrafas pet. Além disso, a maioria dos mercados davam um cartão que eles carimbavam cada compra que o cliente não usava as sacolinhas plásticas do mercado. Caribos acumulados resultavam em pequenos, mas valiosos descontos.
Era ótimo. Será que com a crise ainda existem tais cartões?
Antes de eu voltar ao Brasil em 2006, já existiam alguns mercados que não ofereciam cartões e nem sacolas, funcionavam 24 horas, e reduziam as luzes em períodos de pouco movimento do dia e da noite. Não eram mercados atrativos (eu mesma só ia em último caso), mas essa rede estava crescendo bastante na região que morava.

Se alguém tiver alguma dica para evitar as sacolinhas escrevam por favor!

beijinhos

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

marcador de páginas

Este é um marcador de páginas feito com biscuit. Uso na minha agenda.
Não que eu seja uma mulher atarefada ou muito organizada, até gostaria,
mas justamente para não me atrapalhar, médicos e médicos, fisioterapias... fonos....exames....
E com final de ano próximo, não se pode marcar dois compromissos num dia só. O trânsito não deixa chegar a tempo. Lugares que costumava levar 20 min , já demorei quase 50 min, ai mudamos o caminho: 35 min. E por ai vai.
Morro de vergonha de chegar atrasada, principalmente em médicos e exames, atrapalha a agenda do local e o horários das outras pessoas que esperam também. Mas acontece, infelismente.


A palavra procurar provoca terror em todos os homens ou só no meu namorido?
Pensando melhor, acho que provoca mais terror em mim. É mais fácil procurar sozinha, mas não aprendo e sempre peço para procurar algo que raramente é achado.

Outro dia foi aniversário dele, pela manhã indo para o trabalho, um dia próximo ao fim de semana e um pouco cansado, dentro do trem, faltavam duas estações para descer, a porta abre e muita gente desce e muitos bancos ficam vazios, só falta uma estação para o final e ninguém senta, mas o banco vazio gritou mais alto e namorido sentou, meio sem graça por ser o único, resolveu abrir a mochila e fingir que procurava algo e tchan-tchan! O recarregador de bateria do celular que ele procurava a mais de uma semana apareceu. Ganhou o primeiro presente dele mesmo.
(eu também procurei muito esse recaregador aqui em casa(´q´)....)

Para um jantar especialzinho, cação grelhado com molho de shimeji na manteiga e aspargo fresco com aroma de bacon desidratado.
Quem leu deve ter pensado NOSSA! Mas não há nada de extraordinário, bem simples, rápido e gostoso. Vou ficar devendo a foto.
No mesmo dia, fui com a Airy comprar o presente do papai, mas Airytyan estava mais interessada em olhar os lindos enfeites de natal e correr da mamãe. Aiai, crianças dão o baile na gente fácil, fácil né!?
Finalmente, mamãe resolveu por óculos de sol.
Depois do banho, jantar, eu estava ansiosa para entregar o presentinho e saber se ficou gatinho. Buááááááááá! Não ficou tão gatinho quanto eu esperava! Ficou meio pequeno para o rosto dele. O jeito é ele mesmo ir trocar.

Mais alguns dias e chega o terceiro aniversário da Airy, cresceu 4 cm em 3 meses. Minha mãe tem orado muito pelo crescimento da baixinha(está um pouco abaixo da média para idade), e ela espera ansiosa todas as vezes que passamos pelo pediatra. O Dr Ulisses, tem mais que 1,80m e eu disse a ele que se dependesse só das orações da minha mãe a Airy ficará com a altura dele. Affff!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

vovó




Essa é a Dona Anna, minha querida vovó.
Ela tem 7 filhos, 13 netos, 14 bisnetos.
Se não me engano nasceu no ano de 1917,
fazendo as continhas, ano de 2009... ela tem 92 aninhos.
Ainda muito lúcida e com muitas histórias. Sempre cuidando da saúde e da mente.
E claro, como o ponta pé inicial nas artesãs da família ela faz crochê.




Começou a fazer depois que os filhos cresceram.
(com 7 crianças pela casa seria Missão Impossível contar os pontos, cuidar deles e da casa)
Ela diz que depois que a casa dela ficou mais calma,
mas, em mais de 30 anos, eu ainda não vi a casa dela calma, todas as vezes que passo por lá tem amigos, filhos, netos, bisnetos..... É aquele lugar aconchegante, onde a história de parte da vida dela, ou a incrivel memória de saber o nome de toda aquela gente no antigo álbum de fotografias faz a gente esquecer por momentos dos problemas do dia. Pode ser o pão da mesma padaria, mas quando como lá é mais gostoso, conhecem essa sensação?


Quem foi que disse que avós só estragam?
Já ouviu isso?
Desde que a minha filha nasceu tenho ouvido isso da minha mãe,
muito é só para eu não brigar com eles por mimarem muito.
Mas olha só, não é só estrago não! ¨Preparando¨ molho sugo para o macarão básico de domingo (aliás mordiscou uns 4 tomates, melhor que bala né?).


Ultimamente deu de fazer pose para a foto! Abraça a pessoa que vai tirar foto com ela.


Essa menina é muito boazinha (claro! é minha filha!hehehe), quase não chora e não é de fazer muita manha, mas....


será que alguém tem alguma palavra para descrever furacão silencioso?
Na surdina ela vai tirando tudo do lugar... parece que não pode ver nada em ordem.... as vezes, para não deixar mamãe passar vexame, dá uma de organizadinha arrumando as coisas na frente de outras pessoas.

Para quem não sabe minha filhota tem um atraso, demorou para andar e ainda não fala como as outras crianças na mesma idade.

Mesmo assim cada dia traz uma mania nova, uma arte, um trejeito novo, uma palavra (a última é ¨praia¨), cada novidade é uma benção, cada benção me faz acreditar mais em milagres, me faz acreditar mais em Deus e aumenta a minha esperança, e na esperança sonho com um futuro maravilhoso para ela, como qualquer mãe.
Como a Elielza.
No domingo, recebi um telefonema dela, seu filho se chama Felipe, e também nasceu com fenda palatina como a Airy e estavam indo para Bauru tentar a operação. Ainda não sei se foi operado, no Centrinho de Bauru os pacientes passam por uma severa avaliação de saúde antes das cirurgias. Mas eu creio que tudo sairá bem. Nesta mesma noite fui a igreja dos meus pais para pedir por eles, depois do telefonema, relembrei de muitos sentimentos na ocasião que a Airy operou, e sentimentos não são agradáveis até que veja seu bebê bem. Não podemos evitar isso, mas pedi a Deus que desse força para ela com Ele deu e dá a mim. E claro, como outras pessoas também, oramos pelo sucesso da operação e recuperação do pequeno e lindo Felipe.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

mico de praia

Algumas mudanças nos modelos de lixeirinha para carro.
Alguém quer passear no fusca amarelo?




Acho que terei que aumentar o nome do blog,

Ka com nossas idéias e seus micos....

hahahahahhahaha!

Mais um....
o verão está chegando e esse foi mico de praia!

Eu e Airy(minha filha) fomos levar a Ba (minha mãe) para um tratamento médico em Santos, resolvemos dar uma esticadinha até o mar...



Em casa vendo as fotos com o vovô (meu pai), ele disse que eu e meu irmão temos fotos (prento e branco para ter idéia da época) no mesmo lugar. Memória zero, não me lembro!


Fiquei encantada com a praia, estava limpa, o calçadão com gente bonita e policiamento, quiosque com simpáticos atendentes e na beira do mar muita gente bronzeada.
Desprevenidas de roupa de banho mas com aquele calor, deixamos a Airy de calcinha e camiseta para dar seus primeiros mergulhos.


E eu? além de entrar no mar de calça jeans, estava com um guarda chuva da Airy para fazer sombra (mesmo de protetor solar) e câmera na mão.... as pessoas que faziam sua caminhada pela beira do mar devem ter imaginado que sai de onde?
Eita mamãe micuda!



Nem pensem vocês que mico é só da mamãe, vovô também adora praia e deve ter muitos micos para contar. O último eu conto..... Foi ele com sua amada esposa e com a família do seu primogênito passar um fim de semana na praia e na empolgação, brincando com os dois amados netos a beira mar..... PUF!!!!!! a dentadura sumiu como uma passe de mágica nas águas salgadas. hihihihihihihihihiihi!
Além de passar uma semana sem dentes, teve que pagar 800 reis e agora sofre com a readaptação!
Viu galera! Escova nos dentes e palmas para o mico do vovô!

(o quadrinho peguei do blog do dentista)






Bem que a Airy podia pensar que estava mergulhando quando lavo a cabeça dela.
Ai nem iria chorar......

terça-feira, 10 de novembro de 2009

chave

O que voçês fazem para identificar as chaves?
Eu tentei isso. De feltro e dentro fibra acrílica e tetra pak.
Enquanto a wagon-família da Honda e o carro de passeio da Ferrari ainda são sonhos não concretizados, claro que a chave do único carrinho é inconfundível, mesmo assim um acessório para ele também, apesar de velhinho tem me servido muito bem.
Os caracteres japoneses são respectivos a carro, portão e portãozão (existe esta palavra?).



Depois de viver um pouco mais de 10 anos em outro país, longe da família, depois de ter tomado alguns tombos e sofrido algumas decepções acabei me fechando bastante.
Confesso que voltei ao Brasil como minha mãe disse, antipática.
Para ter idéia, eu até estranhava as pessoas que nunca vi puxando conversa em alguma fila ou ambiente público.
Muita gente lá fora diz que o povo brasileiro é muito extrovertivo, fala bastante e com qualquer um. O namorido diz que esse é um dos motivos pelo qual os estrangeiros apredem tão rápido nossa língua.
Estou me readaptando, eu até arrisco fazer algum comentário, ou quando recebo algum, já encaro sem estranhar, até com sorriso sincero, principalmente quando se trata da Airy. Também levo na esportiva os ¨elogios¨ dos pedreiros e alguns bêbados na porta de bar.
Antes da antipatia eu tinha era medo, no Japão não há tantos assaltos e assasinatos, a gente volta ao Brasil e depois de assistir Datena uma unica vez, fica muito difícil sair de casa. Nesta hora se algum desconhecido fala contigo, o pânico não deixa nem seu cérebro interpretar o que ele disse, ja pensa em assalto. Eu ainda pensava, que bom que não tenho cara de japa, que eu acho que é um dos alvos dos assaltantes. ¨Noticiário¨ estilo Datena ou Reinaldo Gottino só de passagem quando alguém assiste. Falo para minha mãe que é pior que filme de terror que ela não gosta, é o terror real.
Você deve estar pensando que mulher chata! É verdade. Tem uma máscara na minha cara que não deixava muito as pessoas se aproximarem, agora a a máscara parece que desbotou um pouco. Mas as pessoas que convieram por anos comigo vão dizer que um pouco fria as vezes, mas não sou uma bruxa má; e as que estão perto hoje vão dizer que estou muito sensível.
Para ter idéia, não posso assistir ao comercial de doação de órgãos do cachorro esperando o dono, só de digitar aqui já quero chorar. Se não se lembra pode assistir AQUI.

Acho que sempre fui sensível, lembro que depois de assistir ¨corações valentes¨ com Mel Gibson, os japas olhavam assustados as lágrimas da brasileira recém chegada saindo do cinema.
Não é só com filme ou noticiário, pessoas também me comovem. Ver ou falar com alguém querido que tenho saudade me comove. Ver um cão abandonado me comove. Ver uma criança pedindo ou vendendo algo no farol mexe muito comigo (mesmo não comprando). A falta de respeito das pessoas em transporte público para com os idosos me deixa revoltada. E por aí vão....
Mas tudo isso começou a florir mais forte agora, as chaves do meu coração foram abertas pela Airy.
Alguém já ouviu falar do seriado que passa a tarde no canal aberto chamado Xena? Ela era uma guerreira muito má e depois que teve um filho resolveu lutar pelo bem. Não sou guerreira como ela, mas com o nascimento da minha filha, virei manteiga derretida.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

enfiador de linha na agulha

Olhando assim da para imaginar o que é?





E um porta agulha e tesoura de bolsa....
a idéia peguei do blog Na Ponta da Agulha da Andrea Aguiar.


Achei lindo, mas não segui os molde a risca, fiz um pouco menor e escolhi cores mais vivas, mesmo bem diferente do da revista achei que ficou um charminho.
Dentro, para deixar durinho e não furar o dedo de niguém quando estiverem procurando algo na bolsa, usei tetra pac, para não perder a mania de reciclar.

Onde tem detalhe de ursinho, coraçãozinho ... na verdade é um bolsinho.

Aqui também temos mais bolsinhos para por linhas e tesourinhas...
Para não interferir no bolsinho, as agulhas podem ficar aplicadas somente nas pétalas da flor.
Da florzinha de 5 pétalas o bolsinho é o círculo atrás dela,
O das 8 pétalas, 4 de cada lado formam mais bolsinhos...
Dentro de um dos lados, tem um enfiador de linha na agulha que já já vou falar dele.




Aguém sabe como se chama isso?

Procurando na web, achei como ¨enfiador de agulhas¨. Eita nome feio sô! Já que disse até aí então completa né?!¨enfiador de linha na agulha¨
Depois de usar uma vez esse ¨enfiador de agulhas¨, fica difícil ficar sem. Independentemente de enxergar bem ou não.
Mas esses de alumínio que vem junto com as agulhas são muito fraquinho, logo quebram. Por sinal o da foto também já está quebrado, mas é o que tinha por perto.... Então veio a idéia de usar linha de pesca. Funcionou e não larguei mais. Para não perde-los ou ficar usando metros e metros toda vez que resolvo pegar na agulha, amarrei um fiozinho num bichinho que fiz de biscui e assim tem facilitado muito minha enfiação na agulha.
E descobri que tem muita gente por aí que nunca usou por que ninguém explicou.
Então resolvi fazer uma brevinha. Aiaiai, não reparem, a modelo não fez as unhas....

Minha lindinha ficou bem atras e linha de pesca quase não deu para ver (desculpa da má fotógrafa), então dei uma pintadinha de amarelo na linha de pesca.
Pegar uma parte dobradinha da linha e enfiá-la no orifício da agulha.

Passar a linha por dentro da linha da pesca....

Puxa-lo para fora do orifício.

E pronto! Ai esta a sua linha na agulha!
Parece mágica né?!
Para o enfiador de alumínio é o mesmo esquema tá!


O namorido pegou gripe da Airy e passou super mal na firma, além da gripe insolação devido ao calor que fez hoje! Gente, muito líquido para vocês!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

¨causo¨ de família

Este painel fiz de canudinhos de jornal, depois de montar várias vezes e por várias vezes a Airy desmontá-lo, finalmente consegui colar as partes, escureci com betume e o cabamento final dei com verniz. Mede 22cm x 36cm.


Mais um ¨causo¨ de família:
Minha filha vai fazer 3 anos no final deste ano, e não sei se é fase ou se faz parte da personalidade dela, mas, anda bem sensível.
Outro dia minha mãe saiu com os outros 2 netos dela e a Airy não pode ir, não me lembro o motivo, mas assim que os tres passaram o portão, minha pequena que adora a rua, juntou as mãozinhas, fez biquinho, encheu os olhilhos de lágrima (os meus tbém) e quando eu disse para ela não chorar, virou para a parede e -BUÁÁÁÁÁÁ.

Finados, final de semana prolongado, meu irmão passou em casa para pegar minha mãe, todos para a praia menos a Airy por que estava com uma tosse horrível e teve um pouquinho de febre, resolvi não arriscar, uma vez lá seria impossível mante-la longe da água. E para não acontecer como outro dia, tomamos café, me vesti rapidinho e coloquei a Airy de pijama mesmo no carrinho e rua....
Não tinha a intenção de ir longe, mas estava um dia gostoso, então resolvi ir até uma loja de tecidos numa avenida de comércio movimentada não muito longe de casa.
tralalala cantarolando com a pequena, uma senho vem na nossa direção com um sorriso largo nos lábios e brinca com a Airy. Ai ela me perguntou se morava longe, depois que respondi, apontou a direção da casa dela também. -Tá e daí? pensei.
A simpática senhora queria ajudar alguma criança neste final de ano. E pensou se esta criança não poderia ser a Airy. Aiaiaiaiai! Nem sei se fui grossa, mas disse que haviam crianças que precisavam de ajuda mais que a minha, a senhora desapontada foi embora. Depois de mais alguns passos fui para frente do carrinho, além da Airy estar de pijama estava com a volta da boca suja de leite com nescau, o nariz tinha escorrido um pouquinho e estava sujinho também, dei uma geral em mim, apesar do básico jeans e camiseta, uma barra estava dobrada e a outra não. Foi caindo a ficha, estamos com cara de mendigas ?
Fora isso, muita gente acha que a Airy tem sindrome de Down. Da outra vez uma mulher parou meu marido na rua para dar o nome de uma instituição que a filha dela trabalhada com especiais em Down, a mulher quase teve um troço quando meu namorido disse que a Airy não era.

Namorido fez quetão de contar o episódio para os meus cunhadinhos e sogros, que vergonha!

Vou me policiar mais para pagar menos mico, quando a Airy comecar a entender não vai mais querer passear comigo.

E se alguém tiver alguma dica para lidar com a sensibilidade das crianças, por favor deixe no recadinho...